Recomendação adequada de adubação nitrogenada

Altas produtividades para culturas agrícolas, sejam elas anuais ou perenes, estão diretamente ligados a fatores como clima, solo e manejo. O manejo da adubação nitrogenada é um dos principais condicionantes da produtividade, pelo fato de ser complexo a dinâmica do nitrogênio nos sistemas agrícolas. É com base nessa dinâmica que se busca estimar o potencial de suprimento de nitrogênio pelo solo e o seu aproveitamento pela cultura, o que possibilita definir as recomendações de adubação.


Todavia, a maioria das variáveis que podem influenciar a necessidade de nitrogênio na adubação pode mudar tanto no espaço como no tempo, como pode ser exemplificado nas característica edafoclimáticas que interferem no potencial de suprimento do nutriente pelo solo. Dessa forma, com o intuito de refinar o manejo da adubação nitrogenada, é necessário considerar a sua variabilidade espacial e temporal, especialmente dos atributos do solo.

 
Vale salientar ainda, que apesar de o nitrogênio ser o nutriente extraído em maior quantidade, por outro lado o mesmo é o único nutriente de plantas que não é descrito na análise de solo, devido ainda não se conhecer um método adequado para análise do teor de nitrogênio no solo. Por esse motivo, faz com que a recomendação de adubação nitrogenada se torne mais complexa, a qual deve ser realizada utilizando critérios como o teor de matéria orgânica do solo, a quantidade de nitrogênio extraído pela cultura, a expectativa de produtividade, além da espécie cultivada anteriormente.

 
Dessa forma, com o propósito em assimilar a forma adequada de fazer recomendação de adubação nitrogenada, deve-se compreender o caminho que o nitrogênio faz, do fertilizante até a absorção pela planta, e as possíveis perdas que acontecem nesse processo.


Principais fontes de nitrogênio para as culturas agrícolas

 
O ciclo biogeoquímico do nitrogênio apresenta um conjunto diverso de transformações que envolve a ocorrência deste elemento no solo, no ar e na água e que são, na maioria das vezes, realizadas pelos microrganismos. Muitos destes organismos são especializados na condução de processos específicos. De forma geral, as transformações do nitrogênio desencadeiam uma ampla rede de reações de oxidação-redução, a partir das quais os microrganismos obtêm energia para algum tipo de atividade relativa ao seu metabolismo.


O nitrogênio é um nutriente essencial requerido por todos os organismos vivos e, frequentemente, limita a produção primária em ecossistemas aquáticos e terrestres. Este elemento é necessário em grandes quantidades, uma vez que é componente essencial de proteínas, ácidos nucleicos e de outros constituintes celulares. As proteínas sozinhas compreendem 60 % ou mais do nitrogênio das plantas e de células microbianas.


Na litosfera o N está distribuído nas rochas, no fundo dos oceanos e nos sedimentos. Este compartimento, representado pela crosta, contém 98 % do nitrogênio existente no planeta. Na atmosfera, onde ele existe como gás (N2, 78 %), seu estoque é cerca de um milhão de vezes maior que o nitrogênio total contido nos organismos vivos, conforme a Figura 01.

Apesar de sua abundância na atmosfera, o nitrogênio é o nutriente mais limitante ao crescimento das plantas. Isso ocorre porque o N2 não pode ser utilizado pela maioria dos organismos, em decorrência da ligação tripla entre os átomos de nitrogênio (N≡N), o que torna a molécula quase inerte. Para quebrá-la, de modo que seus átomos possam combinar com outros átomos, são necessárias quantidades substanciais de energia.


Entre os principais fertilizantes nitrogenados, a ureia [CO(NH2)2], que possui entre 46 % de nitrogênio, se destaca como o fertilizante nitrogenado mais consumido no mundo, e possui o nitrogênio na forma amida (NH2). Nós da QUIMIVITA FERTILIZANTES LTDA, temos disponíveis para atendê-los a UREIA GRANULADA, UREIA PEROLADA (PRILL).

 
A ureia é muito utilizada por ser um dos fertilizantes sólidos mais concentrados, o que reduz o volume de aplicação (e por consequência, aumenta o rendimento operacional, por causa do menor número de abastecimento. Sua elevada concentração proporciona também o menor custo por quilo de nitrogênio aplicado. Os grânulos de ureia geralmente são revestidos com um material protetor para diminuir sua facilidade em absorver a umidade do ar.


Outro fertilizante com destaque, é o sulfato de amônio (NH4)2SO4 que possui o nitrogênio na sua forma mais básica, o amônio (NH4+), e é utilizado por ser também uma fonte de enxofre. Ele geralmente é obtido através da mistura da amônia e do ácido sulfúrico, embora ocorra naturalmente também em um mineral raro formado em fumarolas marinhas e como resultado da queima de carvão, a mascanhite.


Em termos de nutrientes agrícolas, o sulfato de amônio contém:
21% de nitrogênio na forma amoniacal;
23% de enxofre sulfatado.


Nós da QUIMIVITA FERTILIZANTES LTDA, temos disponíveis para atendê-los o SULFATO DE AMÔNIO GRANULADO e SULFATO DE AMÔNIO FARELADO.


Épocas e modos de aplicação dos fertilizantes nitrogenados


Como já citado, o nitrogênio não é determinado na análise do solo, fazendo com que, as recomendações de adubações nitrogenadas levam em consideração o teor e a textura da matéria orgânica do solo, a expectativa de produtivade da cultura e a contribuição de nitrogênio realizado por culturas anteriores, que determinam a classe de resposta ao nitrogênio.

 
Os fertilizantes nitrogenados, em geral, são aplicados de forma parcelada, evitando principalmente a perda do fertilizante por lixiviação e volatilização. Uma dose pequena é utilizada na semeadura e o restante em cobertura, usualmente no estágio de 4 a 8 folhas.


A ureia é uma das principais formas utilizadas para reposição de nitrogênio no solo, porém, ela, assim como a maioria dos fertilizantes nitrogenados, sofre com a grande volatilização da amônia, o que faz com que grande parte do que foi aplicado seja perdido para o meio na forma de gás. Medidas como a incorporação da ureia no solo, em torno de 5 a 7,5 cm de profundidade é eficaz para diminuir as perdas por volatilização sofridas quando ela é aplicada na superfície do solo.


Uma vez determinada a dose a ser aplicada, é preciso levar em consideração que como o nitrogênio é o nutriente extraído do solo em maior quantidade na maioria das culturas agrícolas, as doses dos fertilizantes nitrogenados geralmente são elevadas. Assim, para evitar as perdas do nitrogênio aplicado via adubação e para maximizar o efeito do fertilizante, as doses do fertilizante nitrogenados costumam ser parceladas. Em geral, utiliza-se 1/5 ou 1/3 da quantidade total na semeadura ou plantio, conhecida também como “adubação de arranque”, e o restante é aplicado em cobertura, entre 20 a 40 dias após a primeira adubação nitrogenada.


A adubação nitrogenada pode ser realizada em sulco ou a lanço, e como geralmente são realizadas ao menos duas adubações durante o ciclo das culturas (adubação de semeadura e adubação de cobertura), é possível realizar várias combinações entre estes modos de aplicação: adubação no sulco de semeadura e adubação de cobertura em um sulco nas entrelinhas, adubação de semeadura no sulco e adubação de cobertura a lanço, e até mesmo adubação de semeadura e de cobertura a lanço. Nos últimos anos a adubação nitrogenada no sulco vem sendo substituída pela aplicação a lanço sem incorporação, tendo em vista o maior rendimento operacional da aplicação, o melhor aproveitamento da janela de semeadura e a maior facilidade da operação.


Principais perdas do nitrogênio aplicado via adubação


O nitrato (NO3-1) é a forma mineral de nitrogênio predominante nos solos sem restrição de oxigênio. Devido ao predomínio de cargas negativas na camada arável, a sua adsorção eletrostática é insignificante. Com isso, o nitrato conservar-se na solução do solo, fazendo com que ocorra o favorecimento da sua lixiviação no perfil até profundidades inexploradas pelas raízes.

 
Como principal perda de nitrogênio disponíveis às plantas, pode-se destacar a lixiviação de nitrato (NO3-), que é influenciada diretamente pelos fatores a qual determinam o fluxo de água no solo e através da concentração de nitrato (NO3-) na solução. Vale salientar ainda, que fatores como: tipo de solo, forma de aplicação de fertilizantes nitrogenados, sistemas de preparo de solo, podem influenciar diretamente tanto na concentração de nitrato na solução do solo, quanto no fluxo de água.


A ureia, por se tratar do fertilizante nitrogenado de menor custo por unidade de nitrogênio em relação aos demais adubos que contêm esse nutriente, faz com que ela seja a mais utilizada no Brasil. No entanto, quando aplicada na superfície do solo e sem incorporação, podem ocorrer perdas de nitrogênio por volatilização de NH3.


Quando a ureia entra em contato com o solo, uma enzima presente no solo, a urease, converte a ureia em amônio (NH4+), mas essa reação química utiliza íons de hidrogênio do solo e libera hidroxilas (OH–), o que faz com que o pH ao redor do granulo de fertilizante atinja valores entre 8 e 9. Em pH acima de 7, esse amônio (NH4+) originado da transformação da ureia é convertido em amônia gasosa (NH3), que é um gás e o principal responsável pelas perdas de nitrogênio por volatilização.


Assim, a aplicação de ureia em superfície pode resultar em perdas de 31 a 78% do nitrogênio aplicado, dependendo da umidade do solo, da temperatura do solo e da forma de aplicação. A incorporação da ureia, entretanto, reduz as perdas por volatilização porque ao se difundir no solo em direção à atmosfera, a amônia gasosa (NH3) encontra regiões com pH mais baixo, e é convertido novamente em amônio (NH4+).


Já tratando do Sulfato de Amônio, não ocorre perdas significativas de amônia, de modo particular em solos ácidos, mesmo o custo unitário de nitrogênio seja superior ao da ureia. Ou seja, o Sulfato de Amônio, bem como todos os fertilizantes que contêm o amônio (NH4+) como fonte de nitrogênio, perde pouco nitrogênio por volatilização (devido a necessidade de um pH muito elevado para ser transformado em amônia gasosa (NH3)) ou lixiviação (pelo fato, de possuir carga positiva e consequentemente ser facilmente retido pelas cargas negativas do solo).


O problema dos fertilizantes a base de amônio é de diferente ordem: a acidificação do solo. Isso porque, ocorre a reação de nitrificação, que faz com que o amônio (NH4+) se transforma em nitrato (NO3-) a qual resulta na liberação de íons de Hidrogênio (H+) na solução do solo. E íons de hidrogênio (H+) na solução do solo significa menor valor de pH e maior acidez ativa do solo.


De maneira geral, em solos arenosos e com baixa capacidade de troca de cátions (CTC), ocorrem maiores perdas por lixiviação, independentemente da fonte de nitrogênio utilizada. Com isso, as doses de nitrogênio precisam ser maiores em solos arenosos.


Como o nitrogênio é absorvido pelas plantas?


As plantas absorvem o Nitrogênio inorgânico presente no solo, principalmente nas formas de nitrato (NO3-) e amônio (NH4+), que são as formas predominantes de Nitrogênio mineral disponível às plantas. Estes íons são utilizados para manter o balanço iônico do solo. Portanto, a forma predominante que a planta absorve em condições naturais, é a forma nítrica, devido ao processo de nitrificação do solo.


Tratando-se da forma nítrica vale salientar o nitrogênio não é absorvido de forma rápida pelo solo: dessa forma, é livre o seu movimento no solo. Assim, ocorre perdas dos nitratos na solução do solo por percolação ou erosão. Pode ainda, ser desnitrificado em solos enxarcados, havendo uma perda de moléculas de nitrogênio para o ar, e é fixado pelos microrganismos do solo.


Já tratando da forma amoniacal, essa forma é facilmente absorvida pelo solo. Em temperaturas superiores a 10° C é nitrificado, fazendo com que se converte rapidamente em nitrato (NO3-). Pode ser absorvido ainda, pelos minerais do solo, tornando-se indisponíveis para as plantas. Em solos com pH alcalino, pode ocorrer formação de amônia que é perdida para o ar através da volatilização, e é fixado pelos microrganismos do solo.


Com isso, na forma amoniacal tem que ser hidrolisada, com o intuito, da amônia formada ser nitrificada e depois desnitrificada. A irrigação do solo, logo após a aplicação da ureia, pode aprofundar a mesma e reduzir as perdas por volatilização da amônia; mas lixiviaria a parte nítrica adicionada.


Por esse motivo, todo manejo da adubação nitrogenada começa necessariamente com o controle da acidez ativa do solo, realizando a calagem quando necessário. Sem o controle da acidez do solo, a eficiência dos fertilizantes nitrogenados é baixa, e como o nutriente pode ser perdido por lixiviação ou por volatilização, você pode estar literalmente jogando dinheiro fora.

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